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Nome completo:

Emmanuelle Jaquelina Ortega Afonso

Data de nascimento:
1/28/1969

Naturalidade:
França

Nacionalidade:
Francesa e Portuguesa

Apresentação pessoal

46 anos. Concebida em Portugal, a 1ª experiência migratória foi na barriga materna, num tempo onde não era sair da “zona de conforto”, mas sim entrar numa “zona de perigo” com risco de vida nas viagens a salto, sem low-costs, skypes, mapas, … Graças a essa coragem partilhada pelos meus pais, nasci em França e, num movimento migratório inverso, vivo atualmente em Portugal. Cresci a ouvir falar mirandês em casa e francês fora e, após um 1º Erasmus no UK, uma 2ª bolsa trouxe-me ao país das minhas origens, numa cidade que mal conhecia, Lisboa, onde continuo a residir, após 23 anos, dividindo agora com o Porto. Estudos também europeus: português (MBA Gestão/ISEG), francês (EDHEC) e inglês ( B.A. Honours in Business Studies). Na área profissional, várias multinacionais, muitas viagens, até que abrandei, com uma atividade freelance e mais tempo para família e associativismo, uma paixão antiga. Mas foi com o Observatório dos LusoDescendentes que a dedicação virou missão, ao mobilizar a Diáspora LD neste projeto inovador. Citando Aude de Amorim, ex Consul de França no Porto que me condecorou em 2014, com a “Ordre National du Mérite” “lutadora e tecedeira de redes, E. Afonso soube lançar os debates sobre as questões de mobilização da diáspora, de dupla-cultura mas também, neste Ano Europeu da Cidadania, de prática de cidadania Europeia. É cada vez mais solicitada pelos media e as autoridades. Firme e atenta, ela procura um caminho não partidário em direcção à uma ética de cidadania”

Apresentação da candidatura
*Porquê?* Desde tenra idade, lembro me de ser sempre voluntária (ou designada!) nos movimentos de defesa de causas e pessoas e isso foi me acompanhando por várias associações, onde tive sempre o cuidado de não misturar com política, nem com as minhas convicções pessoais nessa área. Este convite do Livre/Tempo de avançar interpelou-me com uma maneira “livre” e diferente de fazer política mais cívica do que partidária, que inclui reflexão, debate, ecologia, mulheres e Diáspora (desde a sua génese e não, de forma oportunista para votos). Sinto que é portanto “Tempo de avançar” para mim, nesta minha missão de vida à volta das migrações, seguindo os ensinamentos de 2 referências dos meus 2 países, um padre e um general! : « Les plus nobles principes du monde ne valent que par l’action. » (Général de Gaulle) e”Cada um de nós faz o que pode pela sua pátria” (Padre António Vieira)

*Onde?* Nos 2 círculos que fazem sentido, para fazer o que posso pelas minhas raízes: Bragança e Emigração (apenas o círculo Fora da Europa, lei das incompatibilidades). O círculo das minhas origens e o da minha experiência empírica, como portuguesa nascida e crescida fora de Portugal…um conhecimento da realidade do terreno que ultrapassa qualquer teoria. E pelo facto de viver agora em Portugal, perto dos órgãos de decisão na matéria, para lidar com assuntos de gestão da Diáspora, o resultado só pode ser mais eficaz, conjugado com viagens estratégicas e necessárias, apresentadas aos eleitores, os portugueses residentes no estrangeiro. Os 2 círculos são indissociáveis pelos objectivos, pois falar de Bragança e Trás-os-Montes, sem os que partiram a procura de uma vida melhor não seria um exercício completo. Pela sangria demográfica que constituiu o movimento migratório que de là saiu nos anos 60, a região não se limita às suas fronteiras geográficas, mas sim ao mundo para onde os seus emigraram e continuam a manter a ligação e irão desenvolver ainda mais, com um bom trabalho de gestão da diáspora.

Áreas de intervenção preferenciais
– Impulsionar o ensino do português, da sua História e Cultura: os pais não podem ser responsabilizados pelo deficiente ensino do português no estrangeiro. É resultado da desresponsabilização e falta de estratégia e continuidade dos sucessivos governos.

– Criar pontes com a diáspora, baseadas em “interesse” e não “dever” perante as suas comunidades: ligar os portugueses residentes no estrangeiro e luso descendentes ao seu pais de origem e criar uma rede de influência com grande potencial em termos económicos, turísticos e políticos. Nathalie de Oliveira, luso-eleita em Metz/França “somos uma chance e não um fardo! A emigração e todos os seus filhos não precisam de compaixão mas de compromissos políticos. São bem as primeiras, as segundas e as terceiras gerações reunidas que o exigem. O vínculo extraordinariamente fiel e sólido que a diáspora salvaguardou valentemente, à mais de meio século até hoje, merece uma reciprocidade melhor!”

– Valorizar a dupla identidade e cultura – Definir políticas claras de gestão da sua diáspora (após análise de outros países e propostas de benchmarking), de acordo com as especificidades de cada movimento migratório. A emigração não é uma característica de um passado semi recente: sempre aconteceu, acontece e vai acontecer, apenas as características mudam, mas o sentimento e as causas não têm mudado ao longo da história. Já Eça de Queiroz escreveu esta brilhante frase, tão actual e comparativa de outros fenómenos migratórios “Em Portugal, a emigração não é como em toda a parte, a transbordarão de uma população que sobra, mas a fuga de uma população que sofre”

– Mobilizar mais cidadãos na diáspora, com mais representações do Livre, para demonstrar que há alternativa e que a mobilização pode ser feita de outra forma, mais criativa, virtual e participativa (fácil ultrapassar as 26 secções do PS)

– Fortalecer uma rede diplomática e consular que sofre de uma gritante falta de pessoal

Como pensa interagir com os eleitores?
– Criando um movimento de cidadania positiva, através das inovações e mais-valias da “cidadania 2.0” que pode “aproximar”, um problema e característica comuns à região de Bragança e à Emigração.

– Na diáspora: usando e abusando das novas tecnologias, contrariando as habituais desculpas da dificuldade de contacto com os portugueses residentes no estrangeiro, pelo facto de não ser obrigatória a inscrição nos Consulados. Existem sim, muito mais bem organizadas e atualizadas, inúmeras bases de dados de associações tanto lúdicas, como socioprofissionais, luso-eleitos, media da diáspora, redes sociais,….toda uma rede que só pede para ser ativada e estimulada, desde que seja de forma constante e inteligente e não só, de forma oportunista, em vésperas de eleições

– Em Bragança: contactos de proximidade, com as associações e entidades locais, nomeadamente a rede de Juntas de Freguesias e os Gabinetes de Apoio ao Emigrante, quando aplicável. Especial atenção ao suporte à terceira e quarta idade e à sua envolvente migratória.

– Apresentação de programas, planos de Acão, orçamentos e relatórios periódicos para justificar decisões e investimentos.

Círculos pelos quais concorre:
Círculo de Fora da Europa
Círculo de Bragança

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Proponentes de Emmanuelle Afonso