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Nome completo:
Cláudia Marisa Martins Henriques

Data de nascimento:
1/13/1980

Naturalidade:
Lisboa

Nacionalidade:
Portuguesa

Apresentação pessoal

Nasci em Lisboa, em 1980. Vivo na Amadora. Sem os pés fincados no subúrbio, a diversidade de vidas e de possibilidades não se me apresentaria tão cedo. No 3.º Dto, viviam os amigos de infância, filhos de engenheiro, com quem vi o primeiro filme no cinema, acampei pela primeira vez, fui à Eurodisney. Na Azinhaga dos Besouros, vivia a Ermelinda, angolana doce, que eu defendia sempre que o Vasco lhe chamava “preta feia”. Da Quinta da Lage, vinha a Ana, de saco plástico na mão, onde trazia umas botas que, à porta da escola, substituíam as galochas enlameadas com que atravessava o bairro. E a Sílvia, filha de operário da Sorefame. E eu, filha de padeiro com quem aprendi tudo, até a não conseguir dormir durante a noite. Nas diferenças que se desenhavam fui fazendo escolhas, forjando causas, tornando-me sensível à injustiça, indignando-me por quase tudo e raramente por nada. Descobri-me de esquerda. Licenciei-me em História, e pós-graduei-me em Ciências Documentais. Fui arquivista numa IPSS. Depois administrativa frustrada de dia e aluna feliz do Mestrado em Jornalismo à noite. Estagiei como jornalista na Renascença e o que já sentia pela Rádio ganhou contornos de paixão irredutível. Fui bolseira num projecto de investigação. Desenvolvi um projecto de rádio comunitária para o Intendente e submeti-o ao Orçamento Participativo de Lisboa. Não ganhei. Neste momento estou a fazer o doutoramento em Ciências da Comunicação. E, sim, é sobre Rádio.

Apresentação da candidatura
Foi com a candidatura LIVRE/ Tempo de Avançar que, pela primeira vez, senti vontade de ser parte activa de um projecto político, integrando um colectivo no qual acredito. Ao descontentamento e ao protesto senti o apelo maior da participação consequente e do envolvimento cidadão. E é nas palavras “cidadão” e “cidadania” que esta candidatura se robustece e marca a diferença. Não como alternativa estéril que utiliza os conceitos como muletas sem expressão de facto, mas como candidatura-garante de que o Outro somos nós também e de que todos formamos um conjunto de vozes sem as quais a democracia perde sentido e valor facial. Esta candidatura é também a oportunidade histórica de constituir uma ruptura face às políticas e mundividências austeritárias, devolvendo aos cidadãos a confiança de que mudar é um verbo possível. A candidatura LIVRE/ Tempo de Avançar assume contornos de urgência quando sabemos que o actual sistema bipartidário constitui o eternizar de uma espiral orgânica que tem demasiadas falhas, gera descontentamento e crise de representação, ouve pouco, arroga-se muito e acomoda-se em excesso.

Áreas de intervenção preferenciais
Ciência e Educação. O actual estado da Ciência e da Educação assume contornos preocupantes, não só pelas vivências quotidianas, mas (sobretudo?) pela ausência de uma política sólida que permita projectar a Ciência e a Educação num futuro mais ou menos próximo. Se pensarmos concretamente nos efeitos da acção da FCT sobre a Ciência em Portugal, deparamo-nos com um conjunto vasto de investigadores e cientistas que, sem financiamento, congelam projectos de vida, vocações e liberdade de investigar o que querem. São investigadores a quem lhes é pedida uma “excelência”-chavão que os exclui mesmo quando os projectos são considerados excelentes. É a “produtividade” imposta que os faz ir a reboque da produção de um número sem fim de artigos, livros e comunicações, por forma a serem cumpridas metas quantitativas imprescindíveis, independentemente da coerência, da liberdade intelectual e da qualidade sacrificadas. É a aplicabilidade da ciência ao “tecido empresarial” a ser usada como argumento impositivo, ditando resultados imediatos e retorno financeiro, sem os quais todo o trabalho científico corre o risco de ser considerado irrelevante. A candidatura Livre/ Tempo de Avançar responderá a estas questões com um intransigente apelo ao rigor e transparência das políticas de Ciência em Portugal, conferindo-lhe um valor social e cultural que precede qualquer deriva economicista.

Como pensa interagir com os eleitores?
As novas tecnologias assumem-se como meio privilegiado no contacto e estabelecimento de proximidade com os eleitores. Usá-las e exponenciá-las, ao serviço do ideal democrático, será fundamental. No entanto, é no diálogo directo com os cidadãos que o deputado mais deve apostar, submetendo-se continuamente ao escrutínio cidadão, auscultando quem representa, e debatendo todos os temas de interesse público.

Círculos pelos quais concorre:
Círculo de Santarém
Círculo de Leiria
Círculo de Viseu

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Proponentes de Cláudia Henriques