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Nome completo:
Eugénia Maria de Carvalho Fernandes Pires

Data de nascimento:
1/30/1971

Naturalidade:
Lobito, Angola

Nacionalidade:
Portuguesa

Apresentação pessoal

Sou filha de Abril. O que sou devo-o à escola pública, à televisão pública e à saúde pública. Cedo percebi que a educação e a cultura eram as únicas coisas que me poderiam dar voz. Com elas nada mais me aprisionará, porque a educação e a cultura são a base da minha liberdade. E essa, mesmo que me calem, nunca mais ninguém ma tirará. Sou filha da história de vida dos meus pais, mesmo quando não concordo com as suas escolhas. Com eles percebi o que é não ter privilégios, mas nunca sofri o que eles sofreram, nunca fui ignorada como eles foram. Dizem-me que só se sentiram gente quando saíram de Portugal. Mas quando voltámos a Portugal tornámos a deixar de ser gente. É para que aquele Portugal em que eles viveram não volte que luto! Licenciei-me em economia mas tornei-me economista tarde na vida, aos quarenta quando, depois de me especializar em dívida pública, finalmente passei a ter como referência a clássica economia política Marxiana aplicadas ao desenvolvimento económico. Finalmente cumpri o desígnio a que me tinha proposto aos 12 anos, ser economista e não gestora. Entretanto fiz múltiplas coisas, uma das que mais me marcou foram as equipas de rua que trabalhavam com pessoas sem abrigo em Lisboa, entre 2002 e 2006, e a outra o Margens, na Union Chapel, onde lavava pratos. Não esqueço estes momentos. Mais recentemente, tornei-me activista, faço parte da iniciativa cidadã para uma auditoria à dívida pública. O que mais prezo: a igualdade e a reciprocidade.

Apresentação da candidatura
Eu não me candidato, eu alisto-me. Porquê? Porque estando em guerra não poderia deixar de o fazer. Com a crise financeira, ficou exposta a voragem do sistema capitalista globalizado, em particular a responsabilidade do sistema financeiro predatório. O que ainda não era tão nítido era o intrínseco ataque à democracia. A crise expôs o fracasso de um modelo de desenvolvimento assente no crédito e na internacionalização das empresas multinacionais e a forma como esse modelo se havia consolidado ao longo de décadas para servir os ricos, em especial os mais ricos entre os ricos. Paralelamente, distanciava-se cada vez mais dos mais pobres, deixando de os ouvir e de atender às suas necessidades. A crise poderia ter representado a oportunidade de responsabilizar os seus autores. Porém, seguiu-se um reforço dos mecanismos anteriores e a uma subversão dos princípios de solidariedade e justiça social, agora ostensivamente pela mão dos novos governantes que colocam a estrutura pública ao serviço da agenda neoliberal. É por isso que se escolheu: • Socializar as perdas da banca, resgatando-se os seus acionistas e credores, sem implementar mecanismos que resgatassem as famílias sobre-endividadas e as PMEs à beira da falência; • E quando a crise da banca contagiou a esfera pública, resgatar os credores da dívida pública, a banca alemã, francesa e inglesa; • Não sujeitar as reformas que integram o programa de ajustamento ao escrutínio dos direitos humanos; e • Aceitar o protetorado que os interesses do centro nos impõem. Porque o Estado Português é a entidade com poder para corrigir as desigualdades sociais e o cumprimento dos direitos fundamentais e silenciosamente demitindo-se dessas funções coloca-se ao serviço dos mais poderosos, os mais ricos ou os com maior facilidade de acesso ao crédito, e esmaga os mais desfavorecidos, os que vivem dos seus salários e pensões, procuro, com esta candidatura caminhar ao lado dos menos privilegiados, dando voz às suas reivindicações.

Áreas de intervenção preferenciais
Economia e finanças, economia política, impostos e dívida

Como pensa interagir com os eleitores?
Em permanente diálogo mas acima de tudo ouvindo quem não tem privilégio.

Círculos pelos quais concorre:
Círculo de Santarém
Círculo de Lisboa

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Site pessoal ou blog:

Proponentes de Eugénia Pires