TERCAS_Hugo

Partilhe esta candidatura nas redes sociais

Nome completo:
Hugo Fernando Santos Terças

Data de nascimento:
8/12/1984

Naturalidade:
Brasil

Nacionalidade:
Portuguesa

Apresentação pessoal

O meu nome é Hugo Terças e sou formado em Engenharia Física Tecnológica pelo Instituto Superior Técnico, tendo concluído o mestrado integrado (pós-bolonha) em Julho de 2007. De 2008 a 2011, prossegui estudos de formação avançada e dediquei-me a um doutoramento em Física, na área do arrefecimento a laser. De Maio de 2012 a Maio de 2014, fui bolseiro Marie Curie em Clermont-Ferrand (França), onde integrei uma equipa reputada na área da opto-electrónica. Fui também responsável pela orientação de dois alunos e pela condução de aulas práticas na Universidade Blaise Pascal. De Junho de 2014 a Junho de 2015, integrei – ao abrigo de um projecto europeu financiado pela European Research Council (ERC), uma reputada equipa na área de Óptica e Informação Quântica. A par da minha carreira científica, dediquei-me à Música. Em primeiro lugar, como clarinetista (10 anos de prática como amador) e, mais tarde, como cantor. Integrei vários coros e fui director musical durante algum tempo de um pequeno grupo de Gospel.

Apresentação da candidatura
O meu percurso académico e a minha experiência profissional (quer nacional, quer estrangeira) permitiram-me o desenvolvimento de ciência de excelência na fronteira entre a Física fundamental e a Física Aplicada/Engenharia. A integração de equipas e universidades estrangeiras obrigou-me a uma tomada progressiva de consciência do propósito e importância da investigação científica na sociedade moderna. Em simultâneo, expôs-me às reais necessidades dos investigadores e das suas instituições e em que condições é possível e sustentável fazer-se ciência. A minha interacção com o meio académico posiciona-me de forma igualmente favorável à análise de questões associadas à Universidade e ao Ensino Superior. A minha experiência em investigação a nível internacional possibilita-me conhecer as condições com que supostamente se devem fazer ciência e compará-las com a realidade nacional. Embora o ensino público português (nomeadamente o ensino superior), juntamente com algumas áreas de investigação, sejam de excelente qualidade – devolvendo ao mercado europeu profissionais altamente qualificados e com um vasto conjunto de competências -, as práticas políticas não permitem (ou simplesmente não prevêem) a integração desse capital humano no tecido empresarial e nas instituições de investigação nacionais. As condições de trabalho dos investigadores nacionais e os sucessivos cortes no financiamento do Ensino Superior público estão no core da performance deficiente das nossas instituições de ensino e investigação. As consequências económicas e sociais de uma universidade falida e sem ciência são inestimáveis e muito sérias.

Áreas de intervenção preferenciais
Área de Intervenção: Ciência e Ensino Superior Uma primeira leitura global da situação portuguesa identifica três sintomas principais de desequilíbrio produzido pelas políticas de austeridade e pelos sucessivos cortes: 1) Falta de efectividade na interacção entre as universidades/instituições de investigação e o tecido empresarial, 2) A precariedade do emprego científico e 3) A priorização deficiente da importâncias das áreas científicas baseada em indicadores métricos (que em muito prejudica as ciências humanas). É, pois, minha intenção dispor da minha experiência profissional e internacional para discutir e analisar a melhor forma de (i) rastrear os problemas da universidade e da investigação nacionais, (ii) identificar a isolar as causas desses desequilíbrios e (iii) propor medidas políticas de recuperação e desenvolvimento.

Como pensa interagir com os eleitores?
Acredito que uma participação activa na comunidade deve ser contínua e abranger a vida profissional, recreativa e pessoal dos deputados. Pretendo interagir com os eleitores através da participação em congressos, assembleias gerais, seminários/sessões de esclarecimento e palestras. Além disso, é importante o uso orientado das redes sociais, cujo poder de difusão é extremamente eficaz. Acredito que a minha experiência profissional, juntamente com a convicção de causa que se alinha com a ideologia política do Livre -Tempo de Avançar, será a fonte de credibilidade de um discurso político.

Círculos pelos quais concorre:
Círculo de Lisboa

No Facebook:
No Twitter:
Site pessoal ou blog:

Proponentes de Hugo Terças