João Ricardo Vasconcelos

Partilhe esta candidatura nas redes sociais

Nome completo:
João Ricardo Ponte Sousa Vasconcelos

Data de nascimento:
10/19/1980

Naturalidade:
Ponta Delgada

Nacionalidade:
Portuguesa

Apresentação pessoal

Sou licenciado em Ciência Política pela Universidade Nova de Lisboa e mestre em Ciência Política pelo ISCTE-IUL. Sou casado e pai de três (lindos!) filhos. Trabalho na Agência para a Modernização Administrativa (www.ama.pt), organismo da Presidência do Conselho de Ministros que coordena em Portugal as políticas de Atendimento aos Cidadãos, de Simplificação Administrativa e de Governo Eletrónico. Sou responsável por áreas como a Inovação, as Relações Internacionais, a Comunicação e a Administração Aberta. Sempre entendi a política como a materialização de uma cidadania que se quer ativa e interventiva. Como tal, desenvolvo actividade política desde os tempos da faculdade, tendo vivido intensamente o movimento associativo dos finais dos anos noventa. Após uma breve “sabática associativa”, integrei a direcção da ATTAC Portugal e o meu blogue pessoal www.ativismodesofa.net corporiza bem esta permanente sede de intervir. Faço parte da comissão organizadora e da comissão permanente do Congresso Democrático das Alternativas, assumindo-o como o principal espaço de diálogo e procura de pontes entre as esquerdas portuguesas. Fui membro Bloco de Esquerda, onde integrei durante alguns anos a coordenadora concelhia de Lisboa e onde exerci, durante cerca de 1 ano, o mandato de deputado na Assembleia Municipal de Lisboa. Desvinculei-me do Bloco no final de 2014 e abracei o Tempo de Avançar por ter a certeza que vivemos um momento em que os impasses à esquerda têm de ser ultrapassados.

Apresentação da candidatura
Passados 40 anos, a democracia portuguesa continua a sofrer de um desequilíbrio evidente. Por oposição a uma direita que sempre conseguiu entender-se nos momentos chave, a esquerda portuguesa teima em manter fraturas antigas que impossibilitam entendimentos sustentáveis. O surgimento de uma verdadeira alternativa em Portugal tem sido impossibilitado à partida pela cristalização dos posicionamentos dos partidos da esquerda política. Respondendo ao apelo de um número crescente de cidadãos, temos de virar esta página na democracia portuguesa. Temos de deixar cair o tabu da vontade de governar, ao mesmo tempo que se mantemos a exigência com os principais pilares da esquerda política: educação, saúde e segurança social públicas. O Congresso Democrático das Alternativas demonstrou que esse exercício programático de convergência à esquerda é possível. Demonstrou que existindo vontade e coragem, uma alternativa governativa de esquerda possível. A candidatura cidadã LIVRE/TEMPO DE AVANÇAR assume a quebra deste impasse à esquerda como um das principais prioridades e esta é precisamente uma das dimensões que mais me mobiliza: contribuir para demonstrar que a alternativa existe; tomar em mãos a responsabilidade de desenvolver pontes e tornar possível a aplicação de um programa de um governo de esquerda em Portugal. Para o efeito, do mesmo modo que o LIVRE/TEMPO DE AVANÇAR está a ser profundamente inovador na construção do seu programa eleitoral e na selecção dos seus candidatos a deputados, importa aprofundar a nossa democracia e inovar no nosso sistema político. Importa garantir que a democracia não se esgota no voto, disseminando mecanismos que garantam um maior envolvimento e participação dos cidadãos na governação do seu país. O LIVRE/TEMPO DE AVANÇAR já demonstrou que podemos ser verdadeiramente ambiciosos no que à participação dos cidadãos diz respeito. Com a presente candidatura, demonstro querer contribuir para este verdadeiro movimento de radicalização democrática.

Áreas de intervenção preferenciais
Podia aqui avançar com inúmeras áreas de intervenção. Apresento, no entanto, três que assumirei como prioritárias: 1) Estado Social – Garantir que a Educação Pública, a Segurança Social Pública e o Sistema Nacional de Saúde são assumidos como grandes pilares da coesão social e, por conseguinte, da democracia portuguesa. Mas também como alicerces de um crescimento económico que se quer sustentável. 2) Democracia Participativa – Garantir a disseminação de instrumentos de democracia participativa no nosso sistema político, aprofundando assim a qualidade da nossa democracia. Impulsionar a utilização de mecanismos como os referendos, as consultas públicas, os orçamentos participativos ou a construção colaborativa de políticas públicas. 3) Administração Pública Inovadora e Inteligente – Garantir mecanismos que impulsionem o desenvolvimento de uma administração pública centrada no cidadão, que assume a transparência das suas acções como prioridade e que garante a crescente participação dos cidadãos. Uma Administração Pública que assuma a inovação como prioridade e como grande resposta às exigências crescentes dos cidadãos.

Como pensa interagir com os eleitores?
Precisamente porque a interação permanente com os cidadãos seja uma dimensão constantemente descurada na nossa democracia, os representantes do LIVRE/TEMPO DE AVANÇAR terão de ser particularmente ambiciosos a este respeito. Deverão assumir o permanente diálogo com os cidadãos não como algo desejável, mas sim como algo fundamental. Neste sentido, proponho afetar um mínimo de 10 horas semanais para interacção com os cidadãos e utilizarei mecanismos como: 1) Sessões públicas desconcentradas pelo território; 2) Interacção através de emails, redes sociais ou plataformas de conversação; 3) Atendimento telefónico aos cidadãos.

Círculos pelos quais concorre:
Círculo dos Açores
Círculo de Lisboa

No Facebook: www.facebook.com/activismodesofa
No Twitter: http://twitter.com/activismodesofa
Site pessoal ou blog: www.ativismodesofa.net

Proponentes de João Ricardo Vasconcelos