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Nome completo:
Rita Maria Gonçalves Ribeiro

Data de nascimento:
10/2/1972

Naturalidade:
Porto

Nacionalidade:
Portuguesa

Apresentação pessoal

Tenho 42 anos, nasci no Porto, vivo em Braga, sou mãe de dois filhos e professora de Sociologia na Universidade do Minho. Nunca me envolvi directamente na vida política e partidária e arrependo-me hoje por isso, porque sinto que, ao longo das quatro décadas de democracia, fomos abandonando os partidos e deixando-os entregues a quem, com cinismo e oportunismo, coloca os interesses pessoais e privados acima do interesse geral do país. Ainda assim, a minha visão do mundo foi sempre profundamente política. Para isso contribuíram as intensas leituras da juventude sobre o tema, entre a sedução adolescente pelo anarquismo e o estímulo de aprender a pensar com Marx. Depois foram-se ampliando as questões e a busca de respostas para este problema de sempre e de cada dia: como fazermos um mundo mais justo. Sei, hoje, que não me basta assinar petições e estar presente em manifestações. É necessário estar onde a democracia portuguesa pode ainda ser salva, influenciar as decisões políticas, imaginar novas formas de governação e de participação, contrariar o fechamento individualista que tanto beneficia os que querem reduzir-nos à condição de seus clientes – é necessário assumir a responsabilidade de sermos cidadãos e de lutarmos pela democracia.

Apresentação da candidatura
A candidatura que apresento é antes de mais um dever de cidadania. Estou certa de que não devemos abdicar da voz que a democracia nos dá e dos direitos que nos garante. Ser livre, ser igual, eleger e ser eleito, ter direito à protecção do Estado perante as adversidades da vida são conquistas que custaram muitas lutas e muitas vidas e que não podemos tomar por garantidas. Estes desígnios são partilhados por outras forças políticas de esquerda, pelo que defendo uma atitude de cooperação que permita resgatar o país das políticas destrutivas do neoliberalismo. Ainda que pareçam esmagadores os problemas que enfrentamos, muitos deles de dimensão global, sabemos que a mudança depende de tomarmos consciência do valor imprescindível da nossa participação enquanto cidadãos. O momento presente exige que se faça frente aos interesses obscuros que através de uma sórdida cumplicidade entre os partidos/governos e a actividade económica e financeira (quase nunca produtiva) têm condenado o país a retrocessos penosos. O futuro do país está hoje seriamente comprometido: a emigração em massa, o desinvestimento do Estado na educação, na saúde, na justiça e nos serviços públicos em geral, a persistência do desemprego e do subemprego acentuam as desigualdades e criam entre um portugueses um sentimento de desespero. As respostas para estes problemas não podem estar nos modelos políticos e económicos seguidos até aqui, que tudo o que têm conseguido é empobrecer e sacrificar quem trabalha. A resposta deve ser procurada em modos alternativos de organizar a sociedade, no quadro de uma Europa que deve manter-se unida nos valores centrais dos direitos humanos, desenvolvimento sustentável, justiça social, diversidade e protecção dos ecossistemas. Encontro no LIVRE/TEMPO DE AVANÇAR o espaço político que promove a participação cidadã e as linhas de intervenção política que defendo.

Áreas de intervenção preferenciais
Europa e União Europeia – Cultura – Trabalho – Ambiente – Direitos Humanos – Educação Pontos centrais das minhas preocupações políticas: 1. Renovação da Europa. Acredito nas vantagens da unificação, mas oponho-me ao rumo tomado pela UE nas últimas décadas. A vitalidade da Europa deve estar na igualdade e solidariedade entre os Estados-membros, respeito pelos direitos humanos e sociais, participação política dos cidadãos, respeito pela diversidade cultural. É imperativo exigir à UE que resolva a crise que vem subjugando vários Estados, porque as soluções dependem muito mais da vontade política dos seus líderes do que das fórmulas financeiras. 2. Combate às desigualdades sociais, pela dignidade do trabalho. A última década mostrou-nos que vivemos no centro da luta da economia contra a sociedade e o humano. Os interesses económicos sobrepõem-se a tudo, numa irracionalidade que ameaça reduzir (quase) todos a escravos do trabalho ou a descartáveis no desemprego. Urge rever as bases da economia de mercado, assegurando que contribua para um futuro sustentável com lugar para todos. Os direitos de quem trabalha não podem ser vistos como custos das empresas ou exigências ultrapassadas; pelo contrário, são o que garante a dignidade dos cidadãos e a justiça social. 3. Defesa do ambiente. Porque só temos um planeta e muitos terão de sofrer as consequências das decisões irresponsáveis tomadas no presente, é urgente dar prioridade às energias renováveis, agricultura biológica, protecção da biodiversidade, revalorização do interior do país.

Como pensa interagir com os eleitores?
Uma relação atenta e próxima entre os representantes políticos e os eleitores é fundamental numa democracia saudável. Essa relação depende menos dos meios e mais da vontade dos eleitos. Hoje, são múltiplas as formas de comunicação e o futuro trará mais ainda. Como tal, o mais importante é o compromisso de escuta permanente das necessidades, preocupações, críticas e anseios das pessoas. O meu compromisso é simples: estar onde estão as pessoas, estar disponível para ouvi-las sempre e fomentar o debate aberto de ideias políticas.

Círculos pelos quais concorre:
Círculo de Braga.

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Proponentes de Rita Ribeiro