RodrigoBrito (1)

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Nome completo:
Rodrigo Craveiro dos Reis da Costa Brito

Data de nascimento:
11/19/1969

Naturalidade:
Lisboa

Nacionalidade:
Portuguesa

Apresentação pessoal

Sou psicólogo social e vivo e trabalho em Lisboa como investigador e professor universitário (e por vezes tradutor). Ao longo da minha vida tive percursos para fora e para dentro de Portugal: nasci em Lisboa, vivi em Angola (72-74) e Inglaterra (76-79); já na vida adulta (98-05), vivi na Bélgica (onde me doutorei), Luxemburgo, Escócia, e Alemanha. Sinto-me tão europeu como português, e vejo os problemas que enfrenta Portugal como problemas da Europa e do Mundo. Até há pouco tempo não me sentia bem representado no quadro partidário português, entre um centro-esquerda demasiado próximo dos grandes interesses e distante da defesa do estado social, e uma esquerda genericamente hostil à iniciativa privada e avessa à responsabilidade governativa, e na qual o entendimento do presente parecia hipotecado às matrizes ideológicas do passado. Neste momento, este espaço encontra-se finalmente em movimento, e é nesse espaço que me faz sentido eu intervir. Enquanto cientista, nunca tenho respostas definitivas: o debate público, a revisão por pares, e a prova empírica são fundamentais para avançar o conhecimento. No meu trabalho, tenho vindo a compreender melhor a estrutura motivacional das pessoas: menos egoístas do que frequentemente assumido por economistas e políticos, mais motivadas para manter relações sociais positivas, para a inclusão, justiça, e racionalidade. É tempo da política assumir essas motivações para construir uma sociedade melhor.

Apresentação da candidatura
Em Portugal, como na Europa em geral e no resto do mundo, três tendências convergem para dar um sentimento de urgência à acção política. A primeira, mais evidente, é a crise económica: na base uma crise do sistema de capitalismo financeiro, foi agravada por políticas que acentuam as condições que a produziram (concentração e desregulamentação do capital financeiro, transferência de dívida privada para dívida pública, austeridade, degradação do estado social). A segunda, menos evidente, mas mais grave, é a crise de sustentabilidade ambiental do planeta (alterações climáticas, extinção de espécies e ecossistemas, esgotamento de solos e de fontes de água limpa…). A terceira é a crise da própria democracia e vida social, na qual, paradoxalmente, as vidas privadas se tornam públicas, mas a vida pública (dos estados, partidos políticos ou grandes empresas) mantêm-se muito privadas, o que resulta numa crise de participação na cidadania. Não tem que ser assim. As possibilidades científicas, tecnológicas, e de comunicação colocam ao nosso alcance uma democracia mais profunda e mais civilizada, um controlo mais racional da nossa relação com o ambiente, e uma forma mais justa de organizar a nossa vida económica. Foi por isso que aderi ao LIVRE/Tempo de Avançar e decidi candidatar-me. Porque aqui converge quem sente a urgência da crise, e porque, não sendo um partido tradicional, não está arreigado a interesses económicos ou ideologias empedernidas, e não funciona como uma estrutura de poder. Pelo contrário: o seu modelo interno aberto aponta pistas para uma governação inclusiva, na qual as propostas passem pelo crivo do debate público e racional antes de serem decisões. É também assim que devia ser a tomada de decisão em democracia; e é só assim que podemos superar as três crises interligadas que enfrentamos: da democracia, do ambiente, e da economia. É isso que proponho nesta candidatura.

Áreas de intervenção preferenciais
– Direitos civis e privacidade; ética digital e da internet – Ambiente, alterações climáticas e território – Avaliação dos impactos sociais das políticas económicas – Transparência do sistema de decisão política e governação; combate sistémico à corrupção

Como pensa interagir com os eleitores?
Privilegiando os meios de comunicação digital, inclusivé os que são disponibilizados pelo LIVRE/Tempo de Avançar, sem descurar a comunicação com os media tradicionais. A minha prioridade é envolver a sociedade civil no debate com antecipação relativamente aos processos de tomada de decisão, e manté-la envolvida na sua sequência – o que se chama revisão por pares pós-publicação. As políticas públicas não podem ser consideradas sagradas por aqueles que as votam e põe em prática: as consequências devem ser sempre monitorizadas e as políticas revistas em função dos seus efeitos: e isto, sobretudo pelos actores sociais envolvidos ou peritos, mais do que pelos decisores políticos, que os devem ouvir.

Círculos pelos quais concorre:
Círculo de Lisboa
Círculo da Europa

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No Twitter:
Site pessoal ou blog: http://www.intereuropexpress.blogspot.pt/

Proponentes de Rodrigo Brito