Luísa Álvares

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Nome completo:
Luísa Peixoto Lima Patrício Álvares

Data de nascimento:
10/2/1981

Naturalidade:
Lisboa

Nacionalidade:
Portuguesa

Apresentação pessoal

Sou a mais velha de 5 irmãos e a segunda de 6. Estudei Química na Nova de Lisboa, acabei formada em Ciências Farmacêuticas na clássica. Aprendi marketing na Católica, Economia da Saúde em Bruxelas e na Áustria. Hoje aprofundo Epidemiologia. Passei por Zürich, Lausanne, e agora estou em Basileia, Suíça, onde trabalho para a Novartis. Investigo a relação benefício/risco e valor de intervenções médicas. Candidata #2 do Livre ao Parlamento Europeu em 2014. Co-dinamizadora do círculo temático Crise no Livre; membro do Grupo de Trabalho Economia (GT1) do Livre/Tempo de Avançar. Anima-me o humor, farpas no córtex pré-frontal; o amor, a mão, num trabalho bem feito; o desassossego de um problema, o método de criação; a natureza das coisas e as coisas da natureza; gente sonhadora e pragmática, a mulher Portuguesa quando amassa e põe pão na mesa; o olhar do artista, do cientista; o anti-fado; a tensão em ser persuadida e em persuadir; o saber de experiência feito quando leva tudo a eito. Desanima-me o cinismo; a mentira, a confusão entre objecto e instrumento; o desrespeito pela ignorância e a ignorância pelo desrespeito; já disse mentira?; o medo do conhecimento; a cobardia na preguiça; os jogos de pressão; quando não é para entender, só para inglês ver; o poder só para se pôr em saltos altos; o orgulho boçal, sem espinha dorsal; regras para o prevaricador que desamparam o criador; o conforto na injustiça. Homens que “querendo, querem o infinito. Fazendo, nada é verdade.”

Apresentação da candidatura
Senão cuidarmos de nós, quem cuidará? Candidato-me motivada em combater a extinção do meus país, extrapolada para 2204. Motivada em reverter a decadência moral, económica, demográfica, ecológica, ou o sentimento generalizado que está cada um por si, que o estado de direito não funciona, que o país está a saque. Determinada em retirar do mercado esse medicamento teratogénico chamado Austeridade. Compelida em observar que os impostos e sacrifícios que os Portugueses pagam é em nome de um bem a que dão valor. Entusiasmada por um grupo de Portugueses, em Portugal e na diáspora, com igual vontade de trabalhar. Trabalho numa empresa que gerou ¼ do PIB Português em 2014, vivo num país liberal-humanista, compreendo o equilíbrio subtil entre público e privado e da sua importância para a sustentabilidade da economia e promoção do bem-estar social. É hora de servir o Público. Candidato-me prometendo apenas determinação em lutar por certos objectivos, procuro a legitimidade democrática. Ofereço brio e competência profissional; o gosto em explorar soluções; arrancar respostas; a consciência em nome de quê devem ser feitos compromissos; a experiência em lidar com questões de grande complexidade ética num sistema de valores multicultural. Contribuo com empirismo no trabalho legislativo e fiscalizador da Assembleia. Tento introduzir o “consentimento do cidadão informado”. Ouso experimentar, admitindo falhar, partilhando a lição, sempre em equipa. Sonho com um parlamento que é câmara de reflexão prospectiva, pró-activa, arquitecta da sociedade que representa, pedagógica. Não apenas máquina legal e fiscal. De outra maneira, como saber o que é prioritário legislar/desregular ou fiscalizar? Ciente que os problemas de todos são maiores que as diferenças de uns, procuro ter uma atitude construtiva com o próximo executivo – qualquer que ele seja, capacitando-o, apoiando-o, mas por isso também vigilante e exigente nas orientações políticas em nome das quais estou mandatada.

Áreas de intervenção preferenciais
Estas não são áreas pessoais de preferência, são onde o esforço político é prioritário. Resultam do estudo da crise da dívidas públicas Europeias, da análise da evidência histórica e econométrica disponível sobre políticas de austeridade, e das soluções de outras jurisdições. Dois relatórios foram apresentados ao GT1-Economia do Livre/Tempo de Avançar – “Dívida Portuguesa, uma responsabilidade partilhada” e “Freio ao Endividamento na constituição Portuguesa, por uma alternativa ao tratado orçamental, preparar o futuro”. Destes derivam logicamente a convicção nas propostas apresentadas. 1. Preparar o Estado Português para a renegociação da dívida. • AR tem que orientar a auditoria à dívida pública. • Planear a estratégia jurídica, económica, de comunicação, para pedido de reparação por danos materiais e morais junto do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) e /ou Tribunal dos direitos humanos. Da jurisprudência conseguida, amortizar dívida e corrigir o sistema monetário Europeu. • Alternativamente, considerar promover a conferência europeia de resolução da dívida. • Definir a estratégia em concertação com a banca nacional. • Preparar o terreno político, nomeadamente pelo esclarecimento da opinião pública europeia. • Estudar a instituição do freio ao endividamento na constituição Portuguesa, que seja alternativa ao tratado orçamental, i.e. princípio de política orçamental anticíclica – autoriza défices conjunturais limitados em período de recessão económica e exige excedentes em período de expansão. Em período de expansão os excedentes deverão ser disponibilizados para compensar os défices que ocorrerão aquando de nova recessão. 2. Criar condições à produção competitiva sustentável. • Radiografar o tecido económico nacional com o apoio das associações empresárias e academias; identificar barreiras e incentivos à exportação de produtos e serviços com maior potencial de valorização, promover as necessárias correcções legislativas, fiscais, fomentar condições de acesso ao crédito pelas PMEs com acompanhamento, fomentar a (re)qualificação, e o Investimento Directo Estrangeiro com demonstrada transferência de competências. • Combater o Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP), para o qual não há condições na economia europeia, muito menos na Portuguesa. 3. Preparar um futuro Livre, por uma progressiva autonomia • Plano para progressiva autonomia energética. • Promover ou apoiar a moção de censura construtiva, em nome da estabilidade governativa, consistente com o espírito construtivo do Livre/Tempo de Avançar. • Redesenhar o sistema fiscal para o tornar uma ferramenta de progresso e bem-estar social – criar incentivos e desincentivos para comportamentos cidadãos e empreendedores livres e responsáveis, no contexto da urgência ambiental, i.e. “gerar mais valor com menos” • Experimentar em ambiente controlado e avaliar o impacto do Rendimento Básico Incondicional (RBU) no contexto das alterações estruturais irreversíveis no mercado de trabalho que se prevêem e da urgência humanitária na correcção das desigualdades em Portugal. Se recapitalizarem os vossos bancos, se pararem a austeridade, e se investirem sistematicamente em reformas que são credíveis para os cidadãos, para qualquer investidor, e logo para os mercados financeiros, é possível parar a deflação. Parando a deflação, tudo é possível (Mark Blyth, Fundação Calouste Gulbenkian, Outubro 2014, )

Como pensa interagir com os eleitores?
•Reportando de forma clara sumários factuais da actividade parlamentar, declarações de voto e questões em aberto, em página pessoal a criar •Indo ao encontro dos actores e futuros utilizadores da produção legislativa que lhes diga respeito, para que leis sejam praticadas no seu espírito •Promovendo reuniões informais, p.ex. “O Botequim da Petição” para trabalhar nas petições à AR antes de irem a plenário, dando-lhes a atenção que merecem e uma resposta condigna aos subscritores •Participando ou promovendo debates de problemas e de procura de soluções com associações civis, não-governamentais, observatórios, academias, trabalhadores, empresários •Promovendo o recurso a métodos mais sofisticados de auscultação dos cidadãos (qualitativos e quantitativos), quando a sensibilidade das questões assim o exige, p.ex. qualquer aspiração à alterações constitucionais, como o freio ao endividamento na constituição. •Pretendo explorar mecanismos de responsabilização política, usando-me como exemplo.

Círculos pelos quais concorre:
Círculo da Europa
Círculo de Lisboa
Círculo de Fora da Europa

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Proponentes de: Luísa Álvares