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Nome completo:
Paulo Jorge Soares Gil

Data de nascimento:
5/28/1964

Naturalidade:
Lisboa

Nacionalidade:
Portuguesa

Apresentação pessoal

Tive a sorte de ser suficientemente novo para não ter tido que combater numa guerra estúpida, ou decidir correr o risco de me opor a um regime não democrático, e o azar de me lembrar de visitar familiares próximos em Caxias e depois não ter idade para viver a revolução dos cravos no tempo em que tudo era possível. Um felizardo cujas perspectivas de futuro e oportunidades melhoraram muito com o 25 de Abril. Demasiado novo, ou não me revendo nas propostas políticas que existiam na altura, fiz o meu percurso pelas ideias, tendo sido marcado em particular por J.K. Galbraith, Bertrand Russel e Karl Popper, entre outros. Inconformado por natureza, penso sempre por mim próprio e não tenho medo das conclusões a que chego. Talvez por isso seja por vezes acusado de perigoso comunista, pelos meus amigos mais de direita, ou de ser um reaccionário, pelos meus amigos mais de esquerda. Os valores que mais prezo são a Justiça Social e a Liberdade, a verdadeira Liberdade que permite ao Ser Humano desenvolver-se e conseguir ser o melhor que puder ser. Licenciado em Física e Doutorado em Engenharia Aeroespacial, sou docente no Instituto Superior Técnico, onde vejo alguns dos melhores alunos deste País a quererem ir embora, assisto em directo e ao vivo à sangria do melhor de Portugal. Senti que era hora de dizer presente e contribuir activamente para resolver os problemas do País. Senti que era Tempo de Avançar.

Apresentação da candidatura
Candidato-me pela primeira vez a um cargo público. Após uma muito curta experiência que rapidamente me desiludiu, não encontrei ao longo dos anos propostas políticas em que me revisse verdadeiramente. Fazendo parte da maioria silenciosa, e cada vez mais desgostoso com os caminhos do País e da política, fui esperando, como Nanni Moretti no filme, que se dissesse “alguma coisa de esquerda”, ou que a “esquerda radical” se transformasse na resposta política que o país precisava. A crise grave que vivemos, e o surgimento de pessoas que pensam mais ou menos como eu e dispostas a compromissos, levaram-me a uma participação política mais activa, e de me lançar a este desafio de construir uma alternativa para o País. Gosto de pensar pela minha cabeça e por isso não alinho facilmente em ideologias pré-formatadas. Os meus valores fundamentais são os da Liberdade, Justiça Social e Solidariedade, mas não esqueço a natureza humana: há os bons, os maus, os vilões e os assim-assim, que somos quase todos. As pessoas respondem a incentivos, e é necessário descobrir os incentivos certos que permitam o desenvolvimento. Sem preconceitos, penso que o mercado é um conceito demasiado importante para o deixar entregue a outras ideologias, ou apenas aos economistas. As relações de poder não podem ser esquecidas nas relações sociais e de mercado, e esse poder deve ser mais equitativo. O crescimento económico não tem sentido se não estiver subordinado ao progresso social, para que os cidadãos possam perseguir os seus sonhos pessoais. A desigualdade excessiva é um dos maiores desafios do nosso tempo, em conjunto com saber como lidar com os constrangimentos externos e com as alterações climáticas. Acredito na utilidade da minha candidatura. Sou independente e inconformado. Isso pode resultar em irreverência e até em irreverência à irreverência, que também faz falta quando se procuram novos caminhos para a resolução dos problemas das pessoas e do País.

Áreas de intervenção preferenciais
As minhas áreas preferenciais de intervenção serão Educação e Ciência e Estratégias de Desenvolvimento. Acredito que a Educação e Ciência são fundamentais para o progresso de Portugal. Sendo docente do ensino superior, e tendo tido algumas responsabilidades na gestão universitária, conheço de perto algumas das dificuldades com que o ensino superior e a ciência se têm deparado nos últimos anos. É fundamental uma política de apoio à ciência e ao ensino, incluindo a formação ao longo da vida, para que Portugal possa vencer os desafios do desenvolvimento. Só assim se poderá evitar um caminho dependente de salários baixos que não garante o desenvolvimento pessoal dos cidadãos e onde nunca conseguiremos competir. Uma das áreas em que a formação é mais importante é na Gestão, reconhecidamente um domínio em que Portugal está mais atrasado relativamente à Europa, quando pensamos no tecido produtivo como um todo e não só em algumas empresas emblemáticas – uma andorinha não faz a Primavera! A minha actuação no que designei por Estratégias de Desenvolvimento tem que ser explicada. Não sendo eu Economista, a crise fez aumentar o meu interesse por esse assunto, e fez-me aprender imenso. Descobri que a Macroeconomia é tão ou mais complicada que a Física Quântica. Não admira que as pessoas sejam enganadas por narrativas de supostamente não haver dinheiro ou de não haver alternativas. E sem compreender a Macroeconomia, e os constrangimentos externos a que estamos sujeitos, não conseguiremos identificar os caminhos alternativos e as consequências de cada um – continuar na zona Euro? Em que condições? E a que custo? Sair dela? A que custo? É fundamental, para ter uma melhor acção política que minimize os erros e ponha o nosso País no caminho do progresso, conseguir interpretar correctamente os desafios que nos esperam. É necessário reconhecer que um mercado sem regras não funciona bem. Duas das questões mais importantes são como resolver as denominadas falhas de mercado – rendas excessivas, monopólios, informação assimétrica – e como resolver a desigualdade excessiva, que influencia fortemente muitos factores sociais e põe em causa o progresso (incluindo o crescimento económico). Estas questões parecem apenas de economia mas a economia está sempre inexoravelmente ligada às opções políticas. Não poderá haver desenvolvimento harmonioso e crescimento económico sem uma limitação da desigualdade. A desigualdade extrema erode o crescimento e o desenvolvimento, e há indicações que provoca todo um conjunto de problemas sociais. Não acredito na justiça de distribuir a riqueza gerada de modo tão diferente: centenas de vezes mais para uns que para outros. E recuso-me a acreditar que uma sociedade que tem crescido ao longo do tempo não tenha recursos suficientes para tratar condignamente os doentes ou os reformados. O problema é pois fundamentalmente de distribuição, tendo essa distribuição algumas razões internas, que só dependem de nós, e algumas externas, que teremos que negociar. Um outro aspecto necessário é definir um desígnio, um caminho para o desenvolvimento do País. Não há ventos que ajudem um navio que não saiba onde quer chegar. O grande desafio da adesão à União Europeia está ultrapassado e trouxe problemas só por si, por um desenho deficiente das instituições europeias. É urgente saber o que Portugal quer ser no contexto presente, e que preço está disposto a pagar.

Como pensa interagir com os eleitores?
Os deputados são representantes dos cidadãos e como tal devem ter em conta os seus anseios e necessidades. É fundamental ouvir os eleitores, até porque quem está num cargo público acaba por se ver numa bolha onde se tem dificuldade em ver a realidade vivida pela maioria dos cidadãos. Na minha actuação, tenho intenção de ouvir periodicamente os eleitores, em reuniões periódicas e mantendo-me disponível por email ou correio a todas as suas perguntas. Todas as votações devem ser justificadas e a justificação disponível para consulta dos cidadãos. Esta actuação deve ter excepções, já que poderá haver circunstâncias com informação reservada. Nesse caso, um compromisso de desvendar toda a informação reservada tão cedo quanto possível deve ser realizado, de preferência antes do fim da legislatura. A coisa pública deve ser transparente. Não é suficiente esperar que os cidadãos contactem os seus representantes, é necessário ir ao seu encontro onde vivem e entender quais são as suas necessidades. Há uma grande maioria silenciosa que não participa politicamente e que deve ser ouvida pelos participantes no processo democrático. Há um grande descrédito em muita gente na capacidade de mudança e é também responsabilidade dos representantes dos cidadãos estarem atentos e contribuírem para mudar esse estado de coisas. A democracia só poderá melhorar com o aumento da participação dos cidadãos.

Círculos pelos quais concorre:
Círculo de Lisboa
Círculo de Castelo Branco
Círculo de Santarém

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Proponentes de: Paulo Soares Gil