Abílio Hernandez

 

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Nome completo:

Abílio Manuel Hernandez Ventura Cardoso

Data de nascimento:
9/27/1941

Naturalidade:
Coimbra

Nacionalidade:
Portuguesa

Apresentação pessoal

Em Maio de 1958, ainda adolescente, vi Humberto Delgado irromper como um tornado em Coimbra e, numa varanda, discursar para um Largo da Portagem pejado de polícia de choque, GNRs a cavalo e gente sedenta de liberdade. Do discurso do General não retive palavra, mas não me esqueço de ter sentido na nuca o bafo dos cavalos e nas costas a dureza dos cassetetes. Delgado era a esperança de um país perdido, cansado da ditadura. A ditadura assassinou-o e prolongou-se até abril de 1974. Vivi esses anos negros na luta associativa e na militância política, até partir para a guerra colonial. Ao invés de muitos jovens da minha geração, tive sorte. Regressei inteiro e aceitei o convite para ser assistente na Faculdade de Letras. Era um sonho bom, mas a primavera marcelista não passava de um embuste e fui proibido de ensinar na Universidade de Coimbra e, depois, na do Porto. O país continuou pobre e perdido até o dia em que a liberdade ganhou a forma de cravo no cano de uma espingarda. Desde então a minha vida pública divide-se pelo ensino e pela investigação, em Humanidades e Artes, e pela intervenção cívica e política: no Movimento de Esquerda Socialista e depois, como independente, na luta por uma universidade livre, uma Coimbra moderna e um país justo e solidário. Hoje milito, com orgulho, no movimento cívico Cidadãos por Coimbra, de que fui mandatário nas autárquicas de 2013, e nesta candidatura, a cuja Comissão Coordenadora e Conselho Nacional pertenço.

Apresentação da candidatura
Nunca imaginei que, após uma longa ditadura, viesse, em regime democrático, a deparar com um país e um povo devastados por outra forma de tirania: a de um moderno totalitarismo, que mercantiliza a atividade e as relações humanas e trata as pessoas como objetos de consumo, e que nos quer fazer crer que não há alternativa ao empobrecimento, ao desemprego, à precariedade e à destruição dos serviços públicos e do Estado social. Recuso aceitar esta nova tirania. Recuso uma política imposta por capatazes que se submetem rasteiramente a uma Europa comandada por estruturas não eleitas, que substituem a ordem política por uma ordem policial que pretende sobrepor-se às constituições aprovadas nacionais e limitar os direitos que nelas foram democraticamente consignados. Tenho, porém, a consciência de que não basta recusar, resistir e protestar. Não é suficiente dizer não. Já dissemos não muitas vezes e nunca foi suficiente. A democracia exige mais de nós. Os cidadãos exigem propostas sérias para solucionar os graves problemas que os afligem. Têm todo o direito de o exigir. E se não formos capazes de respeitar esse direito e de responder a essa exigência não respeitaremos o nosso próprio mandato. É pois indispensável demonstrar que possuímos capacidade política e competência técnica e que estamos disponíveis para as utilizar como instrumentos de uma transformação social ao serviço de um povo (palavra tantas vezes desbaratada) submetido a uma humilhação e a um desprezo sistemáticos. Só com esta capacidade e esta disponibilidade seremos dignos dos cidadãos que não exigem mais do que o direito a uma vida digna. Quero fazê-lo em nome dos valores supremos da liberdade, da solidariedade e de uma democracia de todos para todos.Não podemos desistir da democracia. Se o fizermos desistimos do país e desistimos do futuro, ou seja, desistiremos dos nossos filhos e aos nossos netos.

Áreas de intervenção preferenciais
Preferencialmente, a cultura e a educação, dada a minha formação académica, mas também todas as áreas em que estejam em causa e seja necessário defender os serviços públicos e o interesse comum.

Como pensa interagir com os eleitores?
Creio que o mais importante é saber escutar as pessoas. Não apenas ouvir, mas prestar atenção, dialogar, registar sugestões, queixas, interrogações. E procurar respostas sérias para os problemas que a todos preocupam. As vozes que nos interrogam são seguramente mais importantes do que as dos que, como eu, se dispõem a representá-las politicamente. Se não soubermos escutá-las é porque falhamos redondamente.

Círculos pelos quais concorre:
Círculo de Coimbra

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Proponentes de Abí­lio Hernandez