Nuno Batalha

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Nome completo:

Nuno Miguel Macedo Batalha

Data de nascimento:
5/8/1978

Naturalidade:
Lisboa

Nacionalidade:
Portuguesa

Apresentação pessoal

Estudei línguas desde cedo porque sempre quis ser capaz de falar com pessoas diferentes e entender outros pontos de vista. Vivo em Bruxelas há seis anos e antes disso tive passagens pela Austrália e pela Turquia, que me ensinaram a olhar debaixo da superfície e a compreender ideias e atitudes diferentes. Trabalho como tradutor há cerca de 13 anos. Como freelancer em Portugal, conheci a precaridade e a instabilidade do mercado de trabalho, que entretanto só piorou. Nos últimos 6 anos, como tradutor no Comité das Regiões da UE, tenho seguido a agenda e a dinâmica política de Bruxelas. Sou membro do LIVRE e subscritor da Tempo de Avançar desde o início de ambos os movimentos, e membro do GCL do núcleo de Bruxelas. O meu ativismo político em Bruxelas, primeiro com o LIVRE e agora com a Tempo de Avançar, pôs-me em contacto com associações de portugueses emigrados e sensibilizou-me para os problemas da emigração. Além disso, tenho trabalhado com outros partidos europeus e participado no debate de questões políticas essenciais, como o TTIP, bem como na procura de alternativas a um modelo de desenvolvimento neoliberal assente em crescentes desigualdades. Sou membro e ativista da rede «Bruxelles en Transition» [Bruxelas em Transição] desde novembro de 2012. Esta rede realiza ações locais para alterar comportamentos pouco ecológicos e insustentáveis, buscando novas formas de organizar a sociedade e a economia, para que funcionem de forma mais coesa, ecológica e resiliente.

Apresentação da candidatura
Um bom deputado precisa de ter uma visão para o país e princípios claros a defender no seu mandato. Precisa também de se apoiar nos técnicos especializados competentes para realizar essa visão, através de consultas claras e transparentes. Tenho uma visão muito clara do país que quero: um país resiliente, com economias locais fortes e diversificadas, com poucas assimetrias regionais e em que cada região tenha, tanto quanto possível, capacidade para gerar a riqueza, a energia e os recursos de que necessita para assegurar o bem-estar da sua população. Quero economias circulares, que funcionem em circuitos pequenos, eficientes e ecologicamente sustentáveis. O atual modelo económico mundial não está a funcionar para a maioria das pessoas. Oponho-me a um sistema político que serve as grandes empresas em detrimento dos cidadãos, porque delas depende para aumentar o PIB. Oponho-me a um paradigma político obcecado com o crescimento do PIB, mesmo que obtido à custa de crescentes desigualdades, deterioração do tecido social e destruição do ambiente. Quero um modelo social e económico que se concentre na criação de bem-estar e não no aumento do PIB – um desenvolvimento qualitativo e não quantitativo. Existem alternativas capazes de gerar bem-estar, reforçar os laços sociais e melhorar a qualidade de vida de todas e todos, mesmo que tal não faça crescer o PIB. Como deputado, lutarei para que essas alternativas sejam levadas a sério. É urgente mudar de paradigma! Além disso, assumo como prioridade reequilibrar a democracia portuguesa, promovendo o poder dos cidadãos e praticando uma atuação política transparente e acessível. Uma democracia sã precisa não só de bons políticos, mas também de cidadãos ativos e de uma sociedade civil e administração pública fortes, competentes e despolitizadas. Por fim, considero urgente combater as desigualdades e as situações de desvantagem sistémica, especialmente da população emigrante.

Áreas de intervenção preferenciais
Desenvolvimento qualitativo, que passa por: – promover modelos empresariais alternativos, como as cooperativas (inclusivamente as cooperativas bancárias, de produção de energia, de alimentação, etc.); – promover o associativismo e a procura de soluções locais para problemas locais: há que dar instrumentos às pessoas para melhorarem elas próprias a vida nas suas comunidades. Reequilibrar a democracia, o que implica: – lutar por uma despolitização da administração pública; – promover as associações da sociedade civil com competências técnicas importantes, através de uma consulta sistemática dessas associações sempre que estejam em debate assuntos que lhes digam respeito; a sociedade civil tem de passar a fazer parte do debate político; – lutar por um enquadramento jurídico que promova a independência e profissionalização do trabalho voluntário e associativo; – combater a captura do Estado por interesses privados; – vigiar as ligações a investidores com fortunas de proveniência criminosa ou duvidosa. Não à criação de um Portugal que sirva de central internacional de lavagem de dinheiro. Defesa dos interesses dos portugueses emigrados, nomeadamente: – melhoria e flexibilização dos serviços consulares, incluindo serviços em linha e descentralizados; – alteração das modalidades de voto, com introdução do voto eletrónico; – promoção do ensino do português e da cultura lusófona, não só como serviço aos cidadãos portugueses e lusodescendentes mas também como ponto de partida para uma política externa baseada em valores e em soft power.

Como pensa interagir com os eleitores?
Para que os cidadãos e a sociedade civil participem em pleno no debate político, precisam de estar informados e poder fazer-se ouvir. Para isso, proponho os seguintes meios: – Publicação de um boletim informativo que exponha a agenda política: que temas estão em debate e quais os prazos para uma decisão? – Consulta regular e sistemática dos interessados – um representante político não pode decidir sozinho sem ouvir a população que representa; – Publicação, no boletim informativo, do meu processo decisório, divulgando as entidades que vou consultar antes de tomar a decisão, os contributos de cada entidade consultada e os dados em que me apoio para decidir; – Reuniões regulares com cidadãos, inclusivamente através de ligações skype/teleconferência a partir de «terminais» colocados em associações de portugueses pelo mundo; – Fixação de um horário de atendimento ao público, com regularidade semanal, quinzenal ou mensal (consoante a procura), para ouvir as preocupações das pessoas.

Círculos pelos quais concorre:
Círculo da Europa
Círculo de Fora da Europa

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Proponentes de: Nuno Batalha