José Cristóvão

Área programática: Cultura
Conteúdo televisivo, cinematográfico, etc.
Exigir às televisões, cinemas, rádios, etc., que pelo menos 20% do conteúdo que passem seja português e outros 20% venha de outros países que não os EUA. Conteúdos que sejam do género reality shows, talk shows, concursos, futebol (de associação), notícias e telenovelas seriam excluídos de forma a não contar para o cumprimento das quotas (de conteúdo português e outro conteúdo não-americano) independentemente da sua origem, exceto, claro, nos canais que se dediquem exclusivamente a estes géneros (podendo nós não ser exigentes com as quotas em todos os casos exceto telenovelas). Assim o conteúdo que passa na nossa televisão e outros seria menos uniforme, tanto quanto a género como quanto a origem, incentivando a produção portuguesa.

Área programática: Cultura
Dobragem
Devia ser autorizada exclusivamente a dobragem em vez da legendagem. A política de legendagem foi originalmente imposta por António Ferro, Secretário de Propaganda Nacional e “Goebbels de Salazar”, em 1948, de forma a proteger o cinema português, mas apenas piorou a relação dos portugueses com o seu cinema, em especial o fora da chamada “Era de Ouro do Cinema Português”. Adicionalmente, a legendagem, infinitas vezes arruinadora da imagem, que muitas vezes vemos por aí é de má qualidade, ao passo que a dobragem, produto Área programática: Cultural de uma nação tão importante como os outros e no caso português vencedora de inúmeros prémios nos últimos anos, não é ouvida pela vasta maioria. Assim, ao preferir a dobragem, protegeremos melhor a nossa Área programática: Cultura, tanto em expormos uma parte muito pouco dignificada dela como criando condições de igualdade para os outros produtos serem expostos.

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