Paulo Ribeiro

Área programática: Políticas redistributivas
IRC com rácio de distribuição de riqueza
Uma empresa tem que ter sempre como objectivo o de apresentar lucro. O que me parece errado é o conselho de Administração de uma empresa ganhar 5 milhões de euros, apresentar lucros de 1 milhão e pagar 500 euros à maioria dos seus empregados. A concentração de riqueza não é benéfica para uma sociedade que se baseia no consumo, porque a partir de um certo volume de riqueza, esse valor já não reverte para a sociedade de forma alguma. O que se deveria penalizar em vez do lucro deveria ser a concentração de riqueza, fazendo com que o IRC tenha em conta um factor de concentração de riqueza e beneficie a sua distribuição. Imaginemos que em vez de uma taxa de IRC de 25%, teríamos um valor base de 10% que incide sobre o lucro. E um valor variável de 10% que iria oscilar mediante um rácio entre o salário mais alto da empresa e o salário médio dos trabalhadores dessa empresa. Quando mais baixo fosse esse rácio, menor a taxa variável.

Área programática: Política económica e coesão territorial
Penalizar ligação a offshores
1) O Estado dê o exemplo, retirando o dinheiro que tem investido em offshores. 2) Os bancos sejam obrigados a registar os movimentos bancários para offshores, de modo a reduzir as possibilidades de fraude. 3) Que o governo impeça ou penalize as empresas com negócios em Portugal, e que tenham investimentos em offshores (Em Portugal existem mais de 600 empresas controladas por entidades sediadas em offshores)

Área programática: Trabalho, proteção e segurança social
Redução do horário de trabalho
Apesar de todo o progresso tecnológico que temos assistido nas últimas décadas, a carga de trabalho que nos atinge a todos não diminui, e até tem tendencia para aumentar em tempos de crise financeira como este que estamos a atravessar. Em paralelo, existe um aumento do desemprego. a) Melhoria da qualidade de vida, mais tempo para estar com a familia e amigos, mais tempo para outras actividades para além do trabalho. b) Aumento da competitividade das empresas. Com a diminuição do horário de trabalho de cada trabalhador, podemos pensar num horário de funcionamento alargado para as empresas de 12 horas, permitindo mais tempo para o negócio, e aumentando as perspectivas de internacionalização c) Aumentanto a competitividade das empresas, aumenta-se o nível salarial, aumentando o nível de consumo dos empregados d) Melhoria no trânsito das grandes cidadades, ao dividir o ciclo de trabalho em 2 turnos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *