Miguel Ângelo Guedes Do Amaral Semblano

Área programática: Saúde
Concursos de especialidade fechados!
Penso que é absurdo, e não sei até que ponto legal, os concursos à especialidade médica serem fechados, ou seja, os médicos só se podem candidatar na altura em que terminam a especialidade. Sugiro que os concursos sejam obviamente abertos, mas não só. Sugiro também que os hospitais tenham mais autonomia na contratação de médicos. Sugiro também que os dinheiros públicos sejam usados no público e não o sejam para alimentar o sector privado. Considero que o SNS (assim como o ensino) não tem de dar lucro. A saúde das pessoas (assim como a educação) tem um valor incalculável na construção de uma sociedade justa, saudável e desenvolvida: não somos números, somos pessoas, e um país desenvolvido não é um país cheio de betão e estradas alcatroadas, é um país onde as pessoas são felizes. A minha última sugestão, talvez a mais importante, seria no sentido de criar meios de comunicação com a ordem dos médicos e sindicatos médicos de forma a identificar quais os problemas reais na saúde.

Área programática: Educação
Reforma na educação, não apenas escolar como fora da escola.
Porque considero a educação o pilar mais importante na base de qualquer sociedade. Formação contínua dos professores: sou contra estes exames de avaliação que fazem aos professores, mas defendo a exigência na formação de um professor e a sua contínua formação ao longo da carreira. Turmas mais pequenas: quanto maior é uma turma menos a informação chega aos alunos. Intervalos maiores no 2º e 3º ciclo: esta nasce do lema que uma vez ouvi um psiquiatra falar: “as crianças precisam de brincar”. As crianças precisam de brincar para também produzirem melhor; Incluir disciplinas que sejam úteis no nosso dia-a-dia, tais como Economia e Educação para a saúde (a maioria das pessoas não sabem como funciona o SNS e não percebo porque não se pode aprender isto na escola); Para finalizar defendo sempre a educação para os pais, porque grande parte de uma educação de uma criança vem de casa.

Área programática: Cultura
Transparência na gestão da RTP
Ora bem, eu considero a televisão como uma chave que abre simultâneamente as portas do paraíso e as portas do inferno. Dito de outra forma, a televisão, e em particular a RTP, tem um papel fundamental na educação de um povo. Tem, portanto, um poder enorme na educação/deseducação Área programática: Cultural de um povo. Defendo então uma gestão mais clara do serviço público (rtp), pois como contribuinte sinto-me no direito de saber como usam o meu dinheiro. Defendo a aplicação de limites ao conteúdo programático de uma estação de televisão, e aqui já falo de todas as estações nacionais. Atenção que não estou aqui a defender um lápis azul, de todo, até porque limites já os há em qualquer lei que se aplique em qualquer lado, como é próprio de uma lei. A liberdade não é sinónimo de libertinagem e no meu entender considero que certos conteúdos televisivos em vez enriquecer um povo, faz dele estúpido, partindo do princípio que já o é!

Só quero mesmo dar os parabéns ao Tempo de Avançar. É bom sentir-me pertencer a uma solução. Com o Tempo de Avançar sinto-me mais próximo, não da política porque esta palavra perdeu muito do seu verdadeiro significado, mas da resolução, ou do caminho para ela! Deixo um pequeno texto de Saramago: “… andamos a ladrar há tanto tempo, um dia destes calamo-nos e mordemos, como fazem as formigas de cabeça vermelha, aprendamos com elas, são estas que levantam a cabeça como os cães, repara nas tenazes, não tivesse eu a pele tão dura, calejada do punho da foice, já estaria a sangrar” Avancemos!

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