André Coelho

Área programática: Políticas redistributivas
Rendimento Básico Incondicional
O Rendimento básico incondicional (RBI) é uma transferência em dinheiro, periódica, a cada pessoa, independentemente das circunstâncias, assegurando as necessidades básicas. Tem sido defendido à direita e à esquerda. Em Portugal, esse valor poderá rondar 500 a 800 €/mês. Pretende-se o estabelecimento na Constituição do acesso ao RBI como um direito elementar de cidadania. Está inerente um sentimento de empatia para com todos e um discernimento claro de que a pobreza não faz sentido. A falta de emprego ou a ocorrência de um problema não implicará uma descida à pobreza, o que representa grande fonte de estabilidade. Tal certeza irá reduzir o stress, a ansiedade, tornando cada um mais disponível para ajudar os outros, mais livre para ser feliz. O RBI também representa mais poder de negociação para o lado das pessoas que trabalham. Também poderá possibilitar, para muitos, a oportunidade de iniciar atividades ou pequenos negócios nunca possíveis por falta de tempo, dinheiro, ou ambos.

Área programática: Ambiente, agriÁrea programática: Cultura, florestas e mar
Geração de energia renovável solar
Portugal, embora seja das regiões da Europa com maior disponibilidade solar (50% acima da média Europeia), mantém a sua produção de energia a partir do recurso solar a níveis baixíssimos. Nos próximos anos o investimento em solar deverá ser massivo, tanto ao nível público como privado, sendo que o Estado deverá apoiar o investimento privado e promover a produção descentralizada, mesmo que seja contra os interesses dos grandes fornecedores de energia. Tecnicamente é possível, sendo que são mantidas artificialmente barreiras á explosão do mercado solar, para colmatar perdas destes últimos, como tetos na potência a instalar e imposição de rendas absurdas que as entidades públicas e produtores individuais deverão pagar para poder gerar energia renovável. O grande desafio político é enfrentar o poder dos grandes fornecedores de energia, e verdadeiramente abrir o mercado à produção de energia renovável por todos aqueles que o queiram fazer.

Área programática: Educação
Desinvestimento na Educação Pública
A política de Educação dos últimos anos tem sido nada menos que desastrosa. O objetivo tem sido nitidamente de desmembrar o sistema público. Basicamente, a solução passará por inverter por completo essa política, capacitando a Educação Pública dos fundos que necessita para prestar um serviço de qualidade para todos. Se já foi feito, poderá voltar a ser. Investir na reabilitação de escolas degradadas, aumentar o salário de professores, melhorar as suas condições de trabalho, dar-lhes dignidade na profissão. Implementar diferentes programas de ensino, mais virados para explorar a capacidade criativa e dinâmica do ser humano, em vez de nivelar todos como autómatos, reduzindo tudo a exames normalizados e a notas.

Para introduzir estas e outras variadíssimas medidas que a sociedade precisa para recuperar a sua dignidade, qualidade de vida e garantir a sustentabilidade ambiental, haverá que fazer uso de grande coragem, mantendo à margem o medo de enfrentar poderes instalados.

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