Maria Regina G. Moura Dias Mendes

Área programática: Ambiente, agriÁrea programática: Cultura, florestas e mar
Celuloses, poluição, ar irrespirável e danos irreversíveis na saúde das populações. Plantação massiva de eucalipto e desertificação
Portugal tem 9 celuloses, entre outas indústrias poluidoras, que, a troco de promessa de alguns (poucos) postos de trabalho, contaminam o ar, originando danos irreversíveis no ambiente em geral e na saúde das populações. Queixas ambientais são muitas, com efeito quase nulo. A indústria é importante, sem dúvida, mas pretende-se uma indústria bem regulamentada, que utilize os seus lucros para investir em meios (que os há) que minimizem os danos ambientais. O principal alimento das vorazes celuloses é o eucalipto, que prolifera, em alguns concelhos mais desfavorecidos, desvitalizando e desertificando, a médio prazo os seus solos, a nossa terra. No eucaliptal não há praticamente outra flora ou fauna, não há vida. Nas Beiras, onde existiam sobreiros, pinheiro, azinheiras e oliveiras, alastram agora as extensões de plantações em massa de eucaliptos, impecavelmente tratadas. Urgente uma política que denuncie o que está a acontecer e que ordene e revitalize o território de todos nós.

Podia ter elegido um assunto que esteja muito mais na agenda política atual, como privatizações, saúde, entre outos que também muito me preocupam, mas elegi o problema do ordenamento do território e da qualidade do ar nos concelhos do interior como prioridade porque sinto profundamente a injustiça do que se está a passar e sei que poucos falarão do assunto, pois a maioria dos partidos se centram nos problemas das zonas urbanas, mais populosas, pois é aí que procuram mais votos. Eu falo pelos outros locais sempre esquecidos, e tenho esperança que a candidatura acolha a injustiça que sinto. Dou o exemplo de V.V.de Ródão, um dos locais mais belos da Beira, completamente condenada, e onde não se consegue estar pois o cheiro nauseabundo é permanente, onde há menos gente a votar, a chamar à atenção e a denunciar os abusos, mas que têm a mesma dignidade e merecem a mesma atenção. Boa sorte para a candidatura

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