Construir um grande movimento de cidadãos,
Conquistar uma expressiva representação parlamentar,
E mudar o governo para mudar o país.

A lista candidata à Comissão da Candidatura Cidadã apresenta-se ao Conselho para cumprir um apertado e muito exigente caderno de encargos políticos, com os olhos postos nas eleições legislativas. Temos de enraizar o movimento, construir o programa e organizar a campanha eleitoral, cumprindo escrupulosamente o método de escolha de candidatos em eleições primárias.

 De acordo com os princípios orgânicos apresentam-se 15 nomes onde se pode constatar a presença de grande parte dos elementos que asseguraram a coordenação do processo constituinte da candidatura. Foi um curto e exigente mandato, superado com sucesso. Este período decorreu com progressivo entrosamento das pessoas, na sua diversidade política e de origem geográfica. É lógico portanto que, tão pouco tempo depois do início deste processo, se procure preservar esse património de bom desempenho reconduzindo boa parte da equipa do anterior secretariado. A lista incorpora porém, nomes novos, aonde se realçam figuras eleitas no processo altamente participado das eleições uninominais e que não poderia deixar de ser tido em conta.

A lista atende na sua composição ao equilíbrio entre sensibilidades políticas e de opinião diversas, de elementos já antes organizados e elementos não organizados, atende ao imperativo de equilíbrio de género e incorpora elementos ligados aos principais núcleos distritais em formação: Coimbra, Porto e Algarve. Nos novos eleitos estará uma sindicalista, uma experiência de activismo que não podemos deixar de incorporar.

Os dois critérios mais abrangentes na composição da lista foram, ainda assim, o da disponibilidade operacional para as tarefas a cumprir e o da qualidade política que se exige na altura em que esta candidatura procura projetar o movimento para fora, conquistar o apoio da opinião pública, intervir na conjuntura e interagir sobre os outros agentes políticos e partidários.

Um grande movimento em todo o País e na diáspora

Constitui missão da nova comissão promover a formação de núcleos territoriais, envolvendo os subscritores dispersos pelo País, e concluir progressivamente o preenchimento de lugares que lhes estão reservados no Conselho da candidatura. A linha de enraizamento territorial é um componente estratégico absolutamente prioritário do movimento, aproveitando e estimulando todo o processo simultâneo de organizar as eleições primárias, de dinamizar a intervenção eleitoral e a participação em todos os debates e ações de mobilização a nível regional.

Alcançar uma expressiva representação parlamentar

Caberá à Comissão, por mandato do Conselho, desencadear as medidas e ações que promovam o sucesso eleitoral desta candidatura. Em primeiro lugar, importa agendar as eleições primárias, de acordo com as disposições regulamentares em vigor. Importa igualmente promover a construção de um programa eleitoral, por via da dinamização dos grupos temáticos e das contribuições dos subscritores, onde se apurem as ideias força desta candidatura. Compete-lhe coordenar a construção de um discurso de mudança, distintivo e realista, que aponte o caminho para a reforma do país, da sua economia, e prepare o conjunto de quesitos chave na necessária e incontornável negociação com os credores. Cabe à Comissão assegurar a representação da imagem pública, nacional, do movimento, no diálogo com a sociedade e na intervenção na conjuntura, no contexto da forte competição política e eleitoral que se avizinha.

Mudar o Governo para mudar o país

Em condições normais de exercício temporal do seu mandato, a Comissão a eleger irá tutelar os primeiros momentos da fase pós-eleitoral embora, de acordo com os nossos princípios orgânicos, o deva fazer em estreita representação da vontade do Conselho como órgão deliberativo máximo e frequente do movimento. De acordo com os princípios programáticos em vigor, o critério político para a condução do movimento deverá orientar-se para encontrar soluções e procurar convergências que respondam ao que é incontornável ser alcançado para Portugal: libertá-lo dos constrangimentos financeiros, relançar o desenvolvimento económico e atender às mais gritantes situações de emergência social. As soluções e os compromissos a encontrar, dependentes de provação de nova convenção, devem portanto ser apreciados à luz da referência do que para esta candidatura deverá ser valorizado como resultado: alcançar mudanças tangíveis que se traduzam em retoma económica e maior coesão e solidariedade sociais. O sentido global da intervenção desta candidatura e dos seus órgãos é o de que, desta vez, há uma força que age construtivamente para responder ao que não pode deixar de ser atendido na marcha do país para a sua regeneração. Assente no apoio popular e na confiança do eleitorado, o Tempo de Avançar tem de cumprir a esperança para que nasceu: ser o agente que contribui para solucionar os graves problemas em que o extremismo liberal e a direita, tanto nacionais como europeus, deixaram o país e a própria União Europa. Isso dependende da força social, política e eleitoral que conquistar. Que deverá ser o mais expressiva possível para ser determinante no nosso futuro coletivo.

LISTA: Abílio Hernandez, Alexandre Vaz, Ana Drago, André Barata, Daniel Oliveira, Filipa Vala, Guadalupe Simões, José Maria Castro Caldas, Manuela Silva, Patrícia Gonçalves, Paulo Fidalgo, Renato Carmo, Rui Feijó, Rui Tavares, Ricardo Sá Fernandes

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